De O Jornal

Banquete de encerramento especial

Manuel F. Estrela



WESTPORT — Na passada segunda-feira realizou-se o Banquete de Encerramento das Grandes Festas do Divino Espírito Santo, que este ano não caiu na rotina, porque as novidades e as revelações ocorreram de uma maneira como nunca se viu nos anteriores.
    Foi a entrega do documento de posse do antigo templo dedicado a São Luís, pela Diocese de Fall River à Fundação do Museu do Espírito Santo. Foi ainda a revelação de um jantar de homenagem ao Senhor Bispo de Fall River. O Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo anunciou o desejo do seu concelho em participar no Museu do Espírito Santo, seguindo os passos da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Foi a Orquestra Ligeira de Ponta Delgada que a todos agradou, e foi finalmente termos ouvido Carlos César a falar em Deus...
Tendo como Mestre de Cerimónias o Dr. José Francisco Costa, apresentado por Pedro Amaral, o primeiro orador foi o Comendador Horácio Roque, presidente do Conselho de Administração do Banco Comercial dos Açores e do BANIF, que disse sentir orgulho das Grandes Festas e que referiu: “Assumo-me como açoriano, já que o Presidente do Governo Regional disse que eu era mais um açoriano. Sinto-me muito honrado com essa nova qualidade. Espero que me aceitem como açoriano.”
Depois a senhora Conceição Chaves, uma empresária de Fall River que nestas Festas representou a Comunidade imigrante, fez votos para que as festas continuassem.
Por seu turno, o “Mayor” de Fall Fall Edward Lambert, Jr., afirmou que a linguagem que todos falam das Grandes Festas é a do coração, e que a celebração das Grandes Festas era uma excelente tradição para Fall River.
    Heitor Sousa, depois de referir que D. Sean O’ Malley fez mudar toda a sua vida espiritual, anunciou que a Comissão das Grandes Festas do Divino Espírito Santo iria prestar uma homenagem pública a Sua Escelência Reverendíssima, pelos seus 10 anos à frente da Diocese de Fall River, o que acontecerá num banquete a ter lugar na Banda de Nossa Senhora da Luz, no dia 12 de Outubro próximo. Depois Sousa disse: “Chegou a altura de me retirar. Não digo adeus, mas não posso assumir responsabilidades por motivos de saúde.”
Sousa agradeceu às Irmandades, Bandas de Música e à generosidade de tantas pessoas amigas. “Não fazia nada sem a ajuda de todos, mas tenho que referir que se a vinda dos Prelados portugueses tem sido um reforço espiritual, para os políticos estas Festas constituem promoção, algo que eles não devem esquecer...”concluiu.
D. Sean O’ Malley depois de cumprimentar a mesa de honra, nomeadamente D. Tomás Silva Nunes, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, aproveitou para dizer que em Fall River o Patriarca era Heitor Sousa.
    Em seguida, o prelado sublinhou alguns dos valores das Grandes Festas, nomeadamente os sociais, humanos e religiosos, para logo depois entregar a Alfredo Alves, presidente da Fundação do Museu do Espírito Santo o documento de posse do edifício que foi o templo dedicado a São Luís para nele ser instalado o Museu.
O Dr. Caetano Valadão Serpa que explicou a razão de ser e o que se pretende com o mesmo.
No uso da palavra, Rui Melo, Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo anunciou que a edilidade quer participar no Museu e que para o ano haverá um pavilhão de Vila Franca do Campo no Parque Kannedy.
Sérgio Ávila, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, convidado de honra do Bodo de Leite, afirmou que: “Vivi aqui momentos inesquecíveis, afirmando que: “Estas Festas é um dos acontecimentos mais importantes do nosso País.”
A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Berta Cabral referiu, entre outras coisas, que tinha muito orgulho em participar nas Grandes Festas, que unem os dois lados do Atlântico.
D. Tomás da Silva Nunes 
agradeceu o convite, e referindo-se às paróquias portuguesas afirmou que ficou muito bem impressionado com elas. Quanto às Festas disse: “Vivemos aqui 
momento de elevada densidade humana e cristã.”
Em conversa com o Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, ele referiu o facto de cada vez mais haver menos emigração dos Açores, mas que, as Grandes Festas do Divino Espírito Santo apresentam cada vez mais gente...
No seu discurso, César frisou que “pelo menos nestes dias Fall River é de facto a capital dos Açores...”
    “Estas festas são vividas por cada um da sua forma. Cada pessoa escolhe o caminho da sua relação com Deus. Há pessoas que exteriorizam determinada forma, e outras que O vivem de outra... Julgo que é muito importante este ideal de partilha, de fraternidade, de generosidade mais do que caridade, de oferta, como cada um prefere viver. Sinto-me muito bem, como cidadão que vive a forma que entende a sua relação com Deus. Sinto-me muito bem na vossa companhia, e na companhia do Espírito Santo.”

Comunicação Social

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